Pacotes de viagens para Estrada Real com especialistas

Estrada Real: história, paisagens e sabores no coração do Brasil


Percorrer a Estrada Real é viajar por vilas coloniais, cidades históricas e paisagens que contam a formação do Brasil. Entre Ouro Preto, Tiradentes, Diamantina e o interior de Minas Gerais, o caminho revela igrejas barrocas, fazendas centenárias, boa mesa e um ritmo acolhedor,  uma experiência rica em cultura, tradição e beleza, ideal para quem aprecia viajar com tempo, conforto e significado.

Sobre Estrada Real

Estrada Real: um Brasil autêntico, elegante e cheio de memória


Criada no período colonial para escoar o ouro e os diamantes até o litoral, a Estrada Real hoje é um dos roteiros culturais mais fascinantes do país. São mais de 1.600 quilômetros de caminhos históricos que conectam Minas Gerais ao Rio de Janeiro, revelando cidades preservadas, serras, vales e uma identidade cultural profundamente brasileira.

 

Viajar pela Estrada Real é caminhar entre casarões coloniais, igrejas barrocas e praças silenciosas, onde o tempo parece seguir outro ritmo. A arquitetura, a gastronomia mineira, o artesanato e a hospitalidade local transformam cada parada em uma experiência sensorial e afetiva.

 

Com curadoria cuidadosa, a Estrada Real se revela perfeita para quem valoriza história, cultura, boa mesa e viagens que despertam emoções genuínas — tudo com conforto, boas hospedagens e uma logística pensada para aproveitar cada detalhe.

Quando Viajar

A Estrada Real pode ser visitada o ano todo, mas cada estação oferece sensações diferentes.

 

  • De abril a setembro (outono e inverno – estação seca):
    Melhor período para viajar. Os dias são ensolarados, as noites frescas e as estradas estão em ótimas condições. Ideal para caminhadas pelos centros históricos, visitas a igrejas e passeios culturais. Julho é charmoso, com festivais e clima ameno.

 

  • De outubro a março (primavera e verão):
    As chuvas deixam as paisagens mais verdes e os jardins floridos, especialmente nas serras. As temperaturas são mais altas e as pancadas costumam ser passageiras, geralmente no fim do dia.

  • Alta temporada:
    Feriados prolongados, Semana Santa e julho, quando cidades como Ouro Preto e Tiradentes recebem mais visitantes.

Melhor época geral:
Entre maio e agosto, quando o clima é mais estável, agradável e perfeito para explorar a Estrada Real com conforto e tranquilidade.

Principais Atrações

Diamantina:

Cachoeira da Toca:
é constituída por uma única queda d'água, de aproximadamente 15 metros de altura e 15 de largura, formando uma grande piscina natural, com aproximadamente 8 metros de profundidade. A área possui formações rochosas entremeadas de vegetação de cerrado e pequenos filetes d'água por todos os lados, formando uma paisagem de rara beleza. Por estar situada na sede do município, no Bairro Cazuza, esta cachoeira é uma das mais frequentadas pela comunidade local. É possível ir de carro até proximidades da cabeceira. Mas, após estacionar, deve-se caminhar aproximadamente 1 km até à cachoeira, sempre descendo uma trilha na encosta do morro próximo a ela.

Gruta Monte Cristo:
está situada a 12km de Diamantina, em local constituído de rochas quartzíticas e vegetação de cerrado. O acesso ao seu interior é feito através de uma abertura horizontal de aproximadamente 15m de altura por 25m de largura. Seu interior possui dois amplos salões com água corrente.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo:
 pode ser considerada, sem dúvida, a obra-prima da arquitetura religiosa da região do Circuito de Diamantina, pela beleza das proporções, acabamento esmerado da ornamentação arquitetônica e requinte de sua decoração interna.

Milho Verde:

 

Cachoeira do Carijó: localizada a poucos metros da estrada que liga Milho Verde e São Gonçalo ao Serro fica a cachoeira do Carijó, formada por uma pequena queda d´água e um poço grande de águas calmas.

Cachoeira do Moinho:
pertence a uma grande queda d´água, próxima às vilas. Nos feriados e em ocasiões de maior fluxo turístico existe um bar, mantido pelo proprietário, que funciona no lugar.

Cachoeira do Piolho:
a estrada para a cachoeira do Piolho começa no final da rua dos Prazeres e fica a 8 km de Milho Verde. Uma porteira diante da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres marca o início de um belo passeio morro abaixo. Nas proximidades da cachoeira vivem algumas comunidades bem humildes. 

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres:
construída no século XVIII pelo capitão José Moura de Oliveira, a Igreja Matriz foi tombada pelo IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) em maio de 1980. Feita de madeira e barro, possui uma fachada simples, sem ornamentações. Segue a linha das capelas de taipa construídas no período colonial e possui peças interessantes em seu interior como as imagens de Nossa Senhora dos Prazeres, a de São Miguel e também uma Pietá inacabada. Pertence à Cúria Arquidiocesana de Diamantina.

Capela e Cemitério Nossa Senhora do Rosário:
apesar de não se conhecer quase nada de sua história, características da obra indicam que tenha sido construída por devoção de negros livres e escravos da região durante o século XIX. A capela também foi feita em madeira e barro e possui linhas simples. O conjunto possui um belo pátio e se destaca devido a sua localização, no alto de uma colina de onde se tem uma vista encantadora das montanhas.

Mariana:


Casa do Barão de Pontal:
esta residência é tradicionalmente conhecida como Casa do Barão de Pontal. Manuel Ignacio de Mello e Souza, natural de Portugal, diplomado pela Universidade de Coimbra, ganhou do governo imperial brasileiro o título Barão de Pontal. Ele foi deputado e senador e ocupou o cargo de Presidente da Província de Minas Gerais.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês:
sua construção é mais próxima do final do século XVIII. Em 1871, ainda estava em obras, pois existe um documento através do qual a irmandade solicitava à Câmara Municipal a doação de degraus de pedra do antigo Pelourinho da cidade, então demolido, para a construção de uma escada para o Presbitério da Capela. No principio do século XX, o templo passou por várias descaracterizações. Sua semelhança com a capela da Arquiconfraria de São Francisco, que lhe é contemporânea, é grande, tanto na parte arquitetônica como na decoração interna. Seguindo o padrão arquitetônico das capelas do final do século XVIII, sua fachada é encimada por um campanário. Ela manteve o padrão de construção do século especialmente por se tratar de uma construção de madeira e taipa. Sua decoração interna é extremamente simples. “O altar do lado do Evangelho pertence, desde a sua origem, ao grupo da Sagrada Família. As imagens são em madeira e decoradas em ouro. O altar do lado da Epístola é consagrado a Nossa Senhora do Parto, obra também rara, talhada em madeira e dourada, parecendo da mesma procedência. Destacam-se, no conjunto, as grades do coro e a balaustrada da nave, em madeira torneada, de jacarandá preto. Além das imagens de boa qualidade, a igreja conserva, na sacristia, painéis, objetos de cunho religioso, uma mesa artística que pertenceu ao Frei Cipriano e poltronas em estilo Luís XV, que foram de D. Manuel da Cruz, primeiro bispo de Mariana.

Museu Arquidiocesano (Antiga Casa Capitular):
o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra está instalado na Casa Capitular, um belo prédio com elementos decorativos do rococó, do final do século XVIII e princípio do XIX. Sua construção ficou sob a responsabilidade de José Pereira Arouca.

Ouro Preto:


Museu da Inconfidência:
é um dos mais importantes museus históricos do Brasil. Instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, o imponente prédio é o grande destaque na Praça Tiradentes. Com certeza, o Museu da Inconfidência é visita obrigatória em Ouro Preto.

Teatro Municipal (antiga Casa da Ópera):
conhecido nos séculos XVIII e XIX como Casa da Ópera, é considerado por muitos o mais antigo da América do Sul. Com certeza, é o mais antigo do país ainda em funcionamento, e possui o diferencial de ter sido o primeiro teatro onde mulheres, pela primeira vez, pisaram em um palco no Brasil. É um dos atrativos mais charmosos de Ouro Preto.

São Gonçalo do Rio das Pedras:


Igreja Matriz de São Gonçalo
: a data de construção deste monumento é desconhecida, assim como o autor do projeto. Indícios levam a crer que remonta a segunda metade do século XVIII - acredita-se que o número 1787, inscrito na pintura do forro, seja o ano do término da obra. Construída em madeira e barro, preserva características das igrejas mineiras deste período. Seu principal destaque é a pintura da imagem de São Gonçalo, no forro da capela-mor. Foi tombada pelo IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) em maio de 1980.

Tiradentes:

Cadeia - Museu de Arte Sacra
: a antiga cadeia, hoje Museu de Arte Sacra, construção de 1730, foi devastada por um incêndio em 1829, sendo reconstruída em 1835.

Casa da Câmara: em 1718, o Arraial da Ponta do Morro de Santo Antônio foi elevado à Vila de São José, obtendo, assim, seu direito a constituir sua Câmara Municipal. Diferentemente das outras casas de Câmara do período colonial, a da Vila de São José não foi construída junto com a cadeia. 

Igreja São Francisco de Paula
: a capela, construída no Séc. XIX, possui um diferencial das outras de Tiradentes, por ter a sineira no corpo de sua fachada.

Igreja do Rosário dos Pretos: construída em 1727, com pinturas de Manuel Vítor de Jesus.

Igreja Nossa Senhora das Mercês:
o ponto alto da ornamentação da igreja está nas pinturas do forro da nave e da capela -mor, em caixotão, que retratam cenas de Maria e frases em latim. As pinturas foram executadas por Manuel Victor de Jesus, de 1793 a 1828. O altar-mor é de uma delicada talha rococó. No trono, uma admirável imagem de Nossa Senhora das Mercês.

Maria Fumaça: foi inaugurada em 1881, por Dom Pedro II. Dos 684 km originais da ferrovia da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), restaram apenas 12 km, exatamente o percurso que liga Tiradentes a São João del Rei, hoje gerenciado e mantido pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA). O passeio, que dura aproximadamente 35 minutos, proporciona uma autêntica viagem ao passado, além de belas paisagens da Serra São José e do Rio das Mortes.

Matriz de Santo Antônio:
considerada a 2ª igreja mais rica em ouro do país, com altares ornados em ouro em pó.

Museu Padre Toledo:
construção imponente, do então vigário da Comarca do Rio das Mortes, o inconfidente Padre Carlos Correia de Toledo e Melo. No século XIX, a casa hospedou os dois imperadores brasileiros: D.Pedro I e D. Pedro II.
Horário de Funcionamento: Quarta a segunda-feira de 9h às 17h.