Cuzco e Machu Picchu

Viajante Cia Eco

Eduardo Alves

Esta foi uma única e grande viagem desenhada pela Cia Eco especialmente para mim, conectando Chile, Bolívia e Peru em um roteiro contínuo e muito bem pensado. A seguir, compartilho um pouco do que vivi em cada país, em relatos independentes que ajudam a traduzir a intensidade e a riqueza dessa jornada.

Parte 3: Peru – Lago Titicaca, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu

 

No dia seguinte, peguei meu transfer para o aeroporto para ir para La Paz, mas por causa da troca de voos teria de fazer uma conexão em Cochabamba, assim perdi a oportunidade de visitar alguns lugares, devido a não haver voos no dia anterior já havia perdido a oportunidade de visitar a Isla de la Luna, com todas estas alterações emergenciais, acabei perdendo a Isla del Sol e Copacabana no Titicaca. Tudo bem são coisas que acontecem. Combinei por telefone com a operadora local de visitar um sítio arqueológico no caminho de Puno. Voltando ao meu relato, cheguei em La Paz e fui recebido pelo operador local, fiz uma visita rápida pela cidade pegando o teleférico que corta a cidade vendo alguns pontos e lugares interessantes e parti para o Peru, parando no caminho em Tiwanaku, um sítio arqueológico que ainda está sendo escavado com algumas impressionantes construções que é possível ver toda a técnica inca no corte das pedras. Depois segui caminho até Desaguadero, divisa com o Peru, no caminho você tem uma bela vista do Titicaca e Montanhas nevadas. 


Fiz minha saída da Bolívia e entrada no Peru seguindo por mais 3:40 h até Puno às margens do Lago Titicaca (3821 m).
Logo de manhã, um lindo dia se inicia e vou para meu passeio no Titicaca, peguei a lancha e partimos para as ilhas flutuantes dos Uros, o lago é muito bonito, uma infinidade de pássaros entre os juncos de totora. Chegando na ilha flutuante, aportamos onde as mulheres explicaram como elas são feitas, mostraram as comidas, seu modo de viver etc. depois partimos navegando no lago em um barco de junco de totora, bem para quem gosta de documentários, você pode encontrar a saga de Jacques Cousteu pelo Titicaca onde eles vêm ao Peru e Bolívia, navegam, mergulham e exploram ruinas incas desvendando alguns de seus mistérios. Há ou outro de 1988, se não me engano, que chama, La Expedicion URU, onde eles contam a história da construção de um barco de junco de tototora por Kitín Muñoz que foi usado para cruzar o oceano Pacífico rumo a Polinésia. Isto é baseado nas lendas de diversos povos antigos que se entrelaçam, como a chegada do Rei do Sol Inka, Kontik Wiracocha que chegou em um barco dourado na Polinésia, a história é cheia de detalhas, mas resumindo ela é baseada nas observações e estudos do norueguês Thor Heyerdahlque cruzou o Atlântico em nas expedições Ra e Ra II com um barco de junco de papiro e uma balsa de madeira chamada Kontik para chegar a Polinésia, provando assim que povos antigos podiam e se comunicavam com a tecnologia da época. Infelizmente para quem acredita, não tem nada de Ets. Rsrs.


Continuando seguimos para Ilha Taquile onde o povo Aymara, há bastante artesanato e nos são apresentadas danças típicas. Uma curiosidade é que o Povo Aymara nunca foi dominado pelas incas. A praia é realmente muito linda, com areia clara e uma água bem límpida, fazendo a gente até esquecer que está tão al e longe do oceano.


Dia seguinte era hora de subir novamente até Cusco (3399 m). Uma viagem muito linda com paisagens deslumbrantes pela estrada, com paradas em Pucará no passo de Lá Raya (4313 m) uma linda vista do mirante, Raqchi onde existe as ruinas de um templo a Wiracocha, bem como de uma cidade e armazéns Inkas. Quase chegando a Cusco, uma parada em Andahuaylillas para visitar a linda igreja conhecida como a Capela Sistina das Américas. Um pouco mais tarde, chegada em Cusco onde fiquei no Novotel, uma antiga e muito bonita casa Colonial transformada em Hotel.


No dia seguinte de manhã, sai para explorar a cidade e a tarde fiz um passeio guiado pelas ruas, uma linda e rica história com lugares incríveis. A cidade é realmente magnífica. A visita pelos complexos arqueológicos (Qengo, Puca e Pucará) é muito interessante, com muitas histórias e fatos, a visita as Lhamas e Alpacas é muito legal, elas são muito amáveis e alimentá-las é bem divertido. Para finalizar as visitas ao Convento de Santo Domingo (Coricancha) é muito interessante e triste pelo desrespeito como os antigos povos foram tratados, mas a gente nunca deve tirar as coisas do contexto. Era uma outra época e infelizmente até hoje continuamos fazendo coisas terríveis pelo mundo. Para finalizar uma visita a muito bonita Catedral Basílica. 


Agora era hora de seguir pelo Vale Sagrado como sempre uma linda estrada. A Visita a Chinchero com a antiga igreja e os terraços é impressionante, uma engenharia dos Incas que como sempre impressiona, além de uma bela vista. O museu em Yucay com muitas peças e artefatos e mais uma parada para avistar e interagir com Lhamas e Alpacas bem como uma explicação de como a lã é processada e tingida por processos naturais, continuando seguindo viagem até Ollantaytambo, uma grande construção Inca com inúmeros terraços que era usada principalmente para guardar cereais e alimentos, a última fronteira antes da selva. Mais tarde foi para onde ia pernoitar, no lindo e confortável hotel Inkaterra Hacienda Urbamba. Se soubesse haveria ficado mais um dia lá só para fazer o avistamento de pássaros e outras atividades disponíveis no hotel.
Amanhecendo me buscaram no Hotel e segui para pegar o trem para Águas Calientes e Machu Picchu. Como sempre a organização do operador é digna de elogios. A viagem de trem descendo o vale, vai serpenteando e acompanhando o rio pelo vale, as vistas são incríveis montanhas altíssimas nevadas que vão se transformando em bosques conforme o trem vai descendo o vale. A exuberância da floresta tropical é incrível como sempre. É tão bom ver e sentir todo este verde após viajar tanto por terras áridas. Ao chegar em Águas Calientes, apesar de parecer um verdadeiro caos as coisas são muito bem-organizadas. Já me esperavam, deixei a mochila que iria para o Hotel e ela me levou até a fila para pegar o ônibus até Machu Picchu. As filas são separadas por horário, e apesar de parecer meio caótico, é tudo muito organizado. 


A estrada que sobe a Machu Picchu é muito bonita e o ônibus te deixa na entrada da cidade. Chegando lá em cima, meu guia me esperava e logo iniciamos a caminhada explorando o circuito 2, este é aquele que tem a vista clássica com a montanha Machu Picchu atras. A construção da cidade é extremante elaborada, com uma drenagem perfeita, muitos terraços e observatórios que nos fazem imaginar como era a vida ali num passado distante. A tecnologia antiga e criatividade para se resolver problemas que hoje dificilmente transporíamos sem ajuda de nossa tecnologia atual, acaba gerando uma grande enxurrada de afirmações insensatas que a gente acaba ouvindo, mas como dizia Carl Sagan, as pessoas preferem acreditar em verdades fundadas em pseudociências a realidade que muitas vezes não é tão empolgante e fantasiosa.


Mas voltando ao tour, ao andar pelos caminhos estreitos feitos de pedra, muito me lembrou a construção e até detalhes aparentes ao da Grande Muralha da China, ou até outros templos e cidades Maias, Astecas, toltecas etc. Pelos Incas terem um avançado sistema matemático, mas não uma linguagem escrita, muito do que hoje sabemos é deduzido por observação, suposição e similaridades com outras antigas culturas, criando um vasto campo para muitas histórias fantasiosas, infundadas e absurdas. Ao retornar me dirigi para o Hotel Sumaq Machu Picchu onde conclui meu check-in e peguei minha mochila. Muito confortável, com um excelente restaurante e funcionários educados e prestativos. O povoado, é pequeno e simpático, com muitas lojas, restaurantes, docerias e muito mais, cortado pela linha férrea que dá um charme e emoldurada por montanhas enormes e cortadas pelo rio Urubamba, o mesmo que a gente vê ao lado da via férrea.


No dia seguinte seguindo o que havia feito no dia anterior subi e fiz minha incursão sozinho pelo circuito 3, Vistas incríveis em um labirinto de casas e templos de pedras. Vale um destaque para as vistas dos terraços, do vale do rio Urubamba cercado pelas majestosas montanhas. Mais vazio que o circuito 2, é uma imersão na cidadela suspensa que te faz imaginar como tudo era no passado.


Após isto, retornei para Águas Calientes e aguardei meu trem para a longa volta para a casa. Como combinado no horário, o hotel havia levado e estavam aguardando com minha mochila. 


A viagem foi incrível como sempre, tive contratempos, mas todos tratados e resolvidos rapidamente por todos os operadores, agencias e pessoal envolvido, isto realmente faz grande diferença como já havia sentido em outras viagens minha, porque você pode continuar a viajar tranquilo sem quaisquer preocupações.


Como sempre quero agradecer todos os envolvidos que ajudaram que esta fosse mais uma viagem memorável. Obrigado.

 

Clique abaixo e continue a viagem.


👉 Volte para o Chile – San Pedro de Atacama


👉 Volte para a Bolívia – Altiplano e Salar de Uyuni